O catálogo
Espécies de peixe do Brasil
O WeFish cataloga 44 espécies de peixe do Brasil que são alvo real da pesca esportiva, 24 de água doce e 20 de mar e estuário. Cada ficha traz nome científico, iscas que funcionam, melhor época, porte comum e a lista de destinos onde a espécie é alvo declarado, escrita à mão e não gerada por cruzamento de tabelas.
Como este catálogo de espécies de peixe do Brasil é organizado
A divisão é por ambiente, porque é ela que determina tudo o mais: o equipamento, a isca, a licença necessária e o tipo de estabelecimento que recebe o pescador. Peixe de água doce e peixe de mar quase nunca dividem o mesmo roteiro.
Dentro de cada grupo, a ordem começa pelas espécies que mais movem viagem. Dourado, tucunaré, pirarucu e pintado em água doce; robalo, dourado-do-mar, marlim-azul e albacora no mar. São elas que fazem alguém atravessar o país, e por isso ganham ficha completa primeiro.
As espécies com ficha escrita têm link. As demais estão no catálogo e alimentam a busca, a contagem por destino e os filtros, mas ainda não têm página própria. Isso é deliberado: uma página de 150 palavras montada a partir dos campos do catálogo não ajuda ninguém e enfraquece o domínio inteiro.
Que espécies de peixe do Brasil entram e quais ficam de fora
Entram as espécies procuradas por quem pesca por esporte ou por lazer, com repertório próprio de isca e técnica. Ficam de fora as de interesse exclusivamente comercial e as que ninguém procura por nome, mesmo sendo comuns nos mesmos rios.
Rio, represa e pesqueiro
Peixes de água doce
24 espécies no catálogo.
Dourado
Salminus brasiliensis
O dourado é o peixe mais cobiçado da pesca esportiva de água doce no Brasil. Salta fora da água, corre contra a correnteza e vive nas bacias do Paraná, Paraguai, Uruguai e São Francisco.
Tucunaré
Cichla spp.
O tucunaré ataca isca de superfície com violência e é o principal alvo da pesca esportiva amazônica. Rio Negro e Barcelos concentram os exemplares de maior porte do país.
Pirarucu
Arapaima gigas
O pirarucu é o gigante da Amazônia e só pode ser pescado esportivamente em áreas de manejo comunitário autorizadas, sempre com soltura. É o troféu mais regulado do país.
Pintado
Pseudoplatystoma corruscans
O pintado é o grande bagre de couro das bacias do Paraná, Paraguai e São Francisco. Pesca de fundo, isca viva e noite: é o peixe que sustenta boa parte do turismo de pesca no interior.
Cachara
Pseudoplatystoma reticulatum
A cachara divide rio, isca e horário com o pintado, e se distingue pelo desenho reticulado do couro. É presença constante na pesca de fundo do Pantanal.
Jaú
Zungaro jahu
O jaú é o maior bagre das bacias do Paraná e do Paraguai, peixe de poço fundo e pesca noturna. Vários trechos exigem soltura obrigatória.
Piraíba
Brachyplatystoma filamentosum
A piraíba é o maior bagre da Amazônia e leva o pescador ao limite do equipamento. Pesca de fundeio em canal profundo, com isca inteira e linha pesada.
Pacu
Piaractus mesopotamicus
O pacu come fruta que cai da mata alagada e briga em círculos, sem correr. É um dos alvos mais populares tanto no Pantanal quanto nos pesqueiros do interior paulista.
Tambaqui
Colossoma macropomum
O tambaqui é o peixe de pesqueiro mais procurado do Brasil e um dos que mais brigam por quilo. Come fruta e massa, e não perdoa linha mal dimensionada.
Piraputanga
Brycon hilarii
A piraputanga é o alvo clássico do fly fishing em água clara no Mato Grosso do Sul. Peixe de superfície, ataque visual e cenário de rio transparente.
Matrinxã
Brycon amazonicus
O matrinxã é rápido, come na superfície e aceita fly, massa e fruta. É a espécie que liga a pesca amazônica à de pesqueiro no Sudeste, onde é criado em tanque.
Traíra
Hoplias malabaricus
A traíra é o peixe de água doce mais acessível do Brasil: vive em brejo, açude e represa perto de qualquer cidade, e ataca isca de superfície com agressividade.
Trairão
Hoplias aimara
O trairão é a versão amazônica da traíra, com mais de 10 kg e mordida capaz de destruir isca artificial. Peixe de pedral e corredeira, restrito às bacias do Norte do país.
Tilápia
Oreochromis niloticus
A tilápia é o peixe de entrada do pesque-e-pague: morde fácil, aceita massa e ração, e é a espécie com que a maior parte dos brasileiros pesca pela primeira vez.
Black bass
Micropterus salmoides
O black bass trouxe a pesca de arremesso técnico ao Brasil. Vive em represas do Sudeste e responde a leitura de estrutura, não a sorte. É exótico, e a soltura virou regra entre esportivos.
Truta arco-íris
Oncorhynchus mykiss
A truta é a porta de entrada do fly fishing no Brasil e vive só em água fria de serra. Campos do Jordão e Visconde de Mauá concentram a pesca no Sudeste.
Pirarara
Phractocephalus hemioliopterus
A pirarara é o bagre de cabeça laranja que virou atração de pesqueiro no Sudeste. Briga longa, peso alto e exigência real de equipamento.
Aruanã
Osteoglossum bicirrhosum
O aruanã caça na superfície e salta para pegar insetos na vegetação alagada. É um dos alvos mais visuais da pesca amazônica de fly, e exige arremesso preciso com linha leve.
Piranha
Pygocentrus nattereri
A piranha é a pescaria garantida do Pantanal e da Amazônia: morde rápido, exige encastoado e é o que salva um dia difícil com criança a bordo.
Pescada-branca
Plagioscion squamosissimus
A pescada-branca, conhecida como corvina de água doce, garante ação nas represas do Paraná e do Tocantins. Pesca vertical simples e o peixe que salva o dia quando o tucunaré não morde.
Curimba
Prochilodus lineatus
A curimba forma os maiores cardumes das bacias do Paraná e do São Francisco e é isca viva, alvo e indicador de saúde do rio ao mesmo tempo.
Piau
Leporinus spp.
O piau reúne várias espécies do gênero Leporinus e está em praticamente todo rio brasileiro. Aceita massa, fruta e minhoca, e é constante em pesqueiro.
Bicuda de água doce
Boulengerella spp.
A bicuda de água doce persegue a isca em alta velocidade nas praias do rio Negro. Ataque visual e recolhimento rápido definem a pescaria.
Cachorra
Hydrolycus spp.
A cachorra tem caninos que atravessam o próprio maxilar e vive abaixo das corredeiras amazônicas. Sem encastoado, não se traz nenhuma ao barco.
Litoral e alto-mar
Peixes de mar e estuário
20 espécies no catálogo.
Robalo
Centropomus undecimalis
O robalo é o principal alvo da pesca esportiva em estuário e manguezal no Brasil. Vive na transição entre rio e mar, ataca em emboscada e testa o pescador em água rasa.
Dourado-do-mar
Coryphaena hippurus
O dourado-do-mar é o peixe mais colorido do Atlântico e um dos que mais saltam. Segue objetos flutuantes em alto-mar e é alvo clássico do corrico oceânico.
Marlim-azul
Makaira nigricans
O marlim-azul é o maior troféu da pesca oceânica brasileira. Vitória e o litoral do Espírito Santo são referência internacional na temporada de peixes de bico.
Agulhão-vela
Istiophorus albicans
O agulhão-vela abre a vela dorsal ao atacar e é o peixe de bico mais acessível do litoral brasileiro. Alvo preferido de quem quer o primeiro troféu oceânico.
Albacora
Thunnus albacares
A albacora é o atum mais procurado pela pesca esportiva brasileira. Briga em círculos, exige equipamento pesado e transforma o dia em prova física.
Anchova
Pomatomus saltatrix
A anchova é o peixe da pesca de praia no Sul e Sudeste. Chega em cardume nos meses frios, ataca em série e corta linha com os dentes. Sem encastoado, não se traz nenhuma à areia.
Garoupa
Epinephelus marginatus
A garoupa vive em laje, parcel e naufrágio, e corre para a toca assim que é fisgada. É peixe de crescimento lento, com tamanho mínimo obrigatório.
Badejo
Mycteroperca spp.
O badejo divide laje e naufrágio com a garoupa, briga com tranco curto e é um dos alvos mais valorizados da pesca de fundo no Sudeste. Exige freio apertado desde o primeiro toque.
Namorado
Pseudopercis numida
O namorado vive em laje profunda e é um dos peixes de mesa mais valorizados do Sudeste. Exige embarcação, profundidade e paciência na descida.
Olhete
Seriola lalandi
O olhete é o peixe que mais castiga equipamento de jigging no Brasil. Mergulha direto para a laje e a briga se decide nos primeiros dez segundos.
Cavala
Scomberomorus cavalla
A cavala corre em linha reta e queima carretilha no primeiro tranco. É o principal alvo do corrico costeiro no Nordeste brasileiro, e os dentes obrigam ao uso de encastoado de aço.
Wahoo
Acanthocybium solandri
O wahoo é o peixe mais rápido do corrico oceânico e corta multifilamento como lâmina. Fernando de Noronha é a referência brasileira da espécie.
Xaréu
Caranx spp.
O xaréu ataca isca de superfície em água rasa e não desiste. É o alvo mais popular do popping costeiro no litoral nordestino, numa briga de força pura, sem corrida longa.
Pargo
Lutjanus purpureus
O pargo é o vermelho de banco profundo do Norte e Nordeste, alvo de pescaria de fundo embarcada e um dos peixes de mesa mais disputados da região.
Corvina
Micropogonias furnieri
A corvina é o peixe mais capturado na pesca de praia do Sul do Brasil. Aceita camarão e tira de peixe, e forma cardumes densos nos meses frios.
Tainha
Mugil liza
A safra da tainha move o litoral Sul todo inverno e é tradição cultural antes de ser pescaria. As regras do período mudam a cada temporada.
Bijupirá
Rachycentron canadum
O bijupirá aparece de repente ao lado do barco, curioso, e aceita isca lançada à vista. É pescaria visual e briga de peso no litoral nordestino.
Pescada-amarela
Cynoscion acoupa
A pescada-amarela é o principal peixe de estuário da costa Norte. Pescaria de maré forte, água barrenta e deriva em canal, com carne muito valorizada.
Linguado
Paralichthys spp.
O linguado fica enterrado no fundo de canal e só entrega a posição quando a isca passa rente. É pescaria de leitura de fundo, não de força.
Miraguaia
Pogonias courbina
A miraguaia é o maior peixe da pesca de praia no Sul do Brasil e passa dos 30 kg. Pescaria de molhe, arremesso pesado e espera longa, com soltura por convenção entre os esportivos da região.
Transparência
1 de 44 fichas escritas
As demais espécies estão catalogadas e funcionam nos filtros, mas ainda não têm página. Preferimos o catálogo honesto ao número inflado: cada ficha publicada é escrita por alguém que pescou ou pesquisou aquela espécie.
Perguntas
Dúvidas sobre as espécies de peixe do Brasil
Quantas espécies de peixe do Brasil dá para pescar?
Muito mais do que as listadas aqui. O Brasil tem a maior diversidade de peixes de água doce do mundo, com milhares de espécies descritas. O catálogo do WeFish reúne as que são alvo real de pescaria esportiva ou de lazer, com isca e técnica próprias.
Qual peixe é mais fácil para quem está começando?
Tilápia e traíra. A tilápia morde massa em qualquer pesqueiro e perdoa equipamento simples. A traíra vive em açude e brejo perto de quase toda cidade e ataca isca de superfície, o que ensina arremesso sem exigir viagem.
Qual é o peixe mais difícil de pescar no Brasil?
Entre os de água doce, o pirarucu, e não só pela dificuldade técnica: a pesca esportiva da espécie só é legal em áreas de manejo autorizadas, com guia credenciado e soltura obrigatória. No mar, o marlim-azul, que exige barco oceânico e um dia inteiro de procura.
Por que algumas espécies não têm página?
Porque a ficha ainda não foi escrita. Preferimos deixar a espécie no catálogo, funcionando nos filtros e nas contagens, a publicar uma página de 150 palavras montada a partir dos campos do banco. Página assim não ajuda ninguém.