Pular para o conteúdo
wefish

Iscas e equipamento 7 min de leitura 1244 palavras

Massa para pescar em pesqueiro: qual usar em cada peixe e quando trocar

A massa para pescar em pesqueiro se divide por espécie: massa de ração ou de trigo com aroma doce para tilápia, massa mais firme com fruta ou milho para tambaqui e pacu, e massa com aroma forte para as espécies de fundo. A consistência importa mais que a marca: ela precisa aguentar o arremesso e começar a soltar partícula depois de uns dois minutos na água, atraindo o peixe até o anzol.

Redação WeFish Equipe editorial
Massa para pescar em pesqueiro: qual usar em cada peixe e quando trocar, no WeFish
Imagem provisória do protótipo, por Uros Petrovic no Unsplash. Não retrata o assunto do artigo.

A massa funciona por um motivo simples: ela solta partícula na água. O peixe não encontra a isca porque a viu, encontra porque seguiu uma nuvem de cheiro até a origem. Toda decisão sobre massa decorre disso, e é por isso que consistência importa mais que marca.

Massa dura demais não solta nada e fica pendurada no anzol a tarde inteira sem atrair ninguém. Massa mole demais some no arremesso e você fica pescando com anzol nu sem perceber. O ponto certo é a massa que aguenta o voo e começa a desmanchar depois de dois ou três minutos no fundo.

Qual massa para pescar em pesqueiro em cada espécie

A espécie define o tipo e o tamanho da porção
PeixeTipo de massaTamanho da porçãoAnzol
TilápiaRação moída ou trigo com aroma doceDo tamanho de uma ervilhaPequeno, 6 a 4
TambaquiFirme, com fruta, milho ou seringaDo tamanho de uma nozMédio, 2 a 1/0
PacuFirme, com fruta ou milho verdeMédia, do tamanho de uma uvaMédio, 2 a 1
Piau e piaparaTrigo com aroma doce, mais molePequenaPequeno, 6 a 4
CarpaRação com aroma forte, bem compactadaGrandeMédio, 1 a 1/0
MatrinxãMassa com fruta, ou fruta inteiraMédiaMédio, 2 a 1

O erro mais comum não é o tipo de massa, é o tamanho. Porção grande demais para tilápia esconde o anzol e impede a fisgada; porção pequena demais para tambaqui some antes de ele chegar.

Como fixar a massa sem perder no arremesso

Massa que solta do anzol no arremesso é a maior perda de tempo do dia, e o pior é que a pessoa só descobre quando recolhe. Existem três formas de resolver, e elas se somam.

A fixação que aguenta

  1. Use anzol de haste longa

    Mais metal dentro da massa significa mais superfície de aderência. Anzol de haste curta segura menos e é a primeira causa de massa perdida no voo.

  2. Envolva o anzol inteiro, incluindo o olhal

    A massa deve começar acima do olhal e descer cobrindo a curva. Deixar o olhal de fora cria um ponto de dobra onde ela racha e solta.

  3. Aperte com a palma, não com os dedos

    Rolar a massa entre os dedos deixa ar dentro e cria bolhas que abrem na água. Comprimir com a palma tira o ar e dá uma massa homogênea, que desmancha de fora para dentro em vez de partir ao meio.

  4. Arremesse suave, em arco

    Arremesso violento arranca a massa pela inércia. Com boia e massa, o gesto é de lançar, não de chicotear, e a distância que se perde é menor que a isca que se ganha.

Monofilamento leve Boia, regulável em altura Chumbada leve, só paraestabilizar Nó Palomar Anzol de haste longa com amassa
Montagem de boia com massa, a mais usada em pesqueiro. A boia mantém a massa na altura em que o peixe está circulando, e a chumbada leve logo abaixo dela estabiliza sem puxar. Comece com a isca a um metro da superfície e vá descendo de meio em meio metro até encontrar o peixe.

Quando trocar a massa e quando trocar de ponto

Existe uma ordem de tentativas que economiza o dia, e quase todo mundo começa pela última. A sequência certa é: primeiro a profundidade, depois o tamanho da porção, depois o tipo de massa, e só então o ponto.

  1. Vinte minutos sem toque: desça a boia meio metro e espere mais quinze.
  2. Ainda sem toque: reduza a porção pela metade. Tilápia recusa porção grande.
  3. Toques que não fisgam: a porção está grande e o peixe está beliscando a borda. Reduza mais.
  4. Nada depois disso: troque o tipo de massa, do doce para o de aroma forte, ou o contrário.
  5. Só então troque de quiosque. Peixe de pesqueiro circula, e o ponto raramente é o problema.

O que quase ninguém faz e deveria

Leve dois potes: um com a massa no ponto e outro com um pouco de farinha seca. Massa amolece ao longo do dia com o calor e com a mão molhada, e uma pitada de farinha devolve o ponto em segundos. Sem isso, a partir da terceira hora você está arremessando massa que some antes de chegar ao fundo.

Perguntas

Dúvidas sobre massa para pescar em pesqueiro

Qual a melhor massa para tilápia em pesqueiro?

Massa de ração moída ou de trigo com aroma doce, em porção pequena, do tamanho de uma ervilha, num anzol pequeno de haste longa. Tilápia belisca em vez de engolir, então porção grande faz ela tirar a massa sem pegar o anzol. Reduzir o tamanho resolve mais que trocar de marca.

Posso fazer massa em casa?

Pode, e muita gente faz. As bases mais usadas são farinha de trigo, fubá e ração moída do próprio peixe, com aroma de baunilha, mel ou queijo conforme a espécie. O segredo não está na receita, está em acertar a consistência: firme o bastante para o arremesso, mole o bastante para soltar partícula.

Massa serve para todo peixe de pesqueiro?

Não. Ela funciona para os peixes de hábito onívoro: tilápia, pacu, tambaqui, piau, carpa e matrinxã. Não funciona para os carnívoros, como traíra, pintado, pirarara e tucunaré, que caçam por movimento e vibração. Para esses, a escolha é isca viva, tira de peixe ou artificial.

Por que minha massa some no arremesso?

Quase sempre por três motivos somados: anzol de haste curta, massa mole demais e arremesso muito forte. Troque para anzol de haste longa, acerte o ponto com um pouco de farinha e arremesse em arco, sem chicotear. Se persistir, envolva o olhal do anzol também, que é onde ela costuma rachar.

Transparência

De onde veio cada informação deste artigo

Cada linha diz o que aquela fonte sustenta no texto e quando foi consultada. Quando a base é prática de campo e não documento, está escrito que é.

  1. Prática de campo

    Prática corrente em pesqueiros do interior paulista e do Alto Tietê

    O tipo e o tamanho de porção por espécie, e a sequência de tentativas.

    Consultada em

Passa adiante

Continue lendo

Outras dicas de pesca

Ver todas